No princípio era o verbo!
Era um mar de pedregulhos, todos seguros de si
fincados na areia, imutáveis.
Há quem diga que eram dogmas católicos
e as pessoas acreditavam...
"Creio porque absurdo"!
Tão na areia fincados como barro
que não davam conta do vento
e se desfaziam em juízos.
Por entre as frestas, entulhos e um conjunto de sons
zumbindo, latindo, rangendo...
conjuntos vários, complexos,
frágeis, como que nascidos de um sonho.
Balançando ao vento,
comungavam com tudo que se desmancha
eram feitos de humor e de açucar.
Das bocas escancaradas,
acostumadas a mal-dizer, mal-querer, mal-beijar
uma única palavra escapa: Blasfêmia!
_ Chamem a Inquisição!
Gritou o cardeal,
cercado de leões de fraque.
Um filhote de leão discordou do pai.
O pai eterno coçou a cabeça...
era um mar de pedregulhos
cercado de poesia.
E no princípio era o verbo, que não vivia sozinho!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Novembros
" Se eu gostar de você meu bem
e fores feia
feia como a morte
falsearei esta beleza atroz e te farei bela como a sorte "
Os festivais se sucedem em Novembro!
Agora estamos no Festival Recife do Teatro Nacional.
Você poderá encontrar os artistas, produtores, satélites e outros boêmios na rua da moeda.
Alguns vão direto ao assunto:
Você gostou? Não gostou? Eu gostei! Não gostei! E assim vai...
Parece ser uma característica muito comum, por aqui, detonar espetáculos alheios.
É uma pena!
A falta de reflexão profunda quase sempre se faz presente na maioria das críticas, numa atitude carente de rigor intelectual, às vezes notadamente infantil, outras, infelizmente, invejosa.
Recife acostumou-se com a síndrome do caranguejo manco...
É possível gostar de algo que não é bom e também detestar coisas maravilhosas, mas é suficiente este critério para avaliar nossos trabalhos ou o do outro, em arte?
Podemos reconhecer o valor de uma coisa ainda que não apreciemos a coisa em si, (Kant não me perdoará pela falta de rigor filosófico) podemos contextualizá-la.
Somos nós a medida da arte? Gosto, logo existo! E a alteridade?
Vi recentemente dois espetáculos , que me parecem um avanço no teatro infantil de Pernambuco... Não são os únicos! Ainda bem!
Pode-se perceber um cuidado com a criança, seus modos de participar e ver a arte, a maneira como se encanta ou se afasta (algumas choram, riem, participam).
"Historinhas de Dentro" e "Outra vez era uma vez..." são peças bem cuidadas, que abordam temas difíceis como a morte e a doença.
O que isto tem a ver com as idéias de Marco Camaroti sobre teatro infantil?
Talvez nada... ou quem sabe podemos confrontar os espetáculos citados, com estas idéias e encontrar melhor fundamento para nossas opiniões?
É um caminho, não é o único, nem digo que seja o melhor...
Traga sua contribuição e vamos fiando nosso quadro de cena.
Ah! Fico devendo a "Síndrome do caranguejo manco" e "Kant e a coisa em si"
Um abraço
falsearei esta beleza atroz e te farei bela como a sorte "
Os festivais se sucedem em Novembro!
Agora estamos no Festival Recife do Teatro Nacional.
Você poderá encontrar os artistas, produtores, satélites e outros boêmios na rua da moeda.
Alguns vão direto ao assunto:
Você gostou? Não gostou? Eu gostei! Não gostei! E assim vai...
Parece ser uma característica muito comum, por aqui, detonar espetáculos alheios.
É uma pena!
A falta de reflexão profunda quase sempre se faz presente na maioria das críticas, numa atitude carente de rigor intelectual, às vezes notadamente infantil, outras, infelizmente, invejosa.
Recife acostumou-se com a síndrome do caranguejo manco...
É possível gostar de algo que não é bom e também detestar coisas maravilhosas, mas é suficiente este critério para avaliar nossos trabalhos ou o do outro, em arte?
Podemos reconhecer o valor de uma coisa ainda que não apreciemos a coisa em si, (Kant não me perdoará pela falta de rigor filosófico) podemos contextualizá-la.
Somos nós a medida da arte? Gosto, logo existo! E a alteridade?
Vi recentemente dois espetáculos , que me parecem um avanço no teatro infantil de Pernambuco... Não são os únicos! Ainda bem!
Pode-se perceber um cuidado com a criança, seus modos de participar e ver a arte, a maneira como se encanta ou se afasta (algumas choram, riem, participam).
"Historinhas de Dentro" e "Outra vez era uma vez..." são peças bem cuidadas, que abordam temas difíceis como a morte e a doença.
O que isto tem a ver com as idéias de Marco Camaroti sobre teatro infantil?
Talvez nada... ou quem sabe podemos confrontar os espetáculos citados, com estas idéias e encontrar melhor fundamento para nossas opiniões?
É um caminho, não é o único, nem digo que seja o melhor...
Traga sua contribuição e vamos fiando nosso quadro de cena.
Ah! Fico devendo a "Síndrome do caranguejo manco" e "Kant e a coisa em si"
Um abraço
Etc e Tal - Passeio
É um novo dia!
Nós atravessamos as pontes e observamos as águas, o cheiro fétido nos ataca.
Os mercados de São José, Boa Vista, Santo Amaro, Casa Amarela e outros...são uma teia, cheios de moscas, mondrongos e brilhantes coisas.
Um passo à frente e ela jogaria o papel no lixeiro, mas não!
Na folha estava escrito um manifesto, um poema ou uma receita de lentilhas com casca de laranja. Um manifesto a favor dos manifestos, dos poemas, das lentilhas e laranjas.
Tudo está nos mercados, nos bairros, ou deveria.
Quanto custa uma dúzia de bananas no Ibura?
E a exposição passa pelas belas galerias fluviais, até o mar...serpenteando entre vi não vi gostei não gostei
De cada lugar se desprende um sem fim de energia, de luz, de criação.
A aranha tece a teia que tece a aranha ( O Capital, TOMO XXI, Cap. 123).
Os barquinhos deslizam nas teias dos rios, sobem e descem a remo.
Nos braços, novos coletivos os impulsionam.
Enquanto isso as torres gêmeas - carinhosamente chamadas de Sandy e Junior pelos neoboêmios- elevam-se no aterro.
E os impertinentes gritam: "Osama nas Alturas" Kabum!
Ela caiu num buraco de pedras portuguesas, que aqui chamamos calçada.
Estava de plataforma de embarque e desembarque.
Ancoramos no porto digital e vamos torcer para uma peça boa no centro Apolo-Hermilo.
Pagando o ingresso.
Depois amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no Pátio de São Pedro e estica até a Várzea,
Bomba do hemetério, Bongi e Alto do Capitão.
E se nossos coletivos fossem para os bairros?
O papel finalmente caiu na lama, desprendendo um sem fim de energia!
Nós atravessamos as pontes e observamos as águas, o cheiro fétido nos ataca.
Os mercados de São José, Boa Vista, Santo Amaro, Casa Amarela e outros...são uma teia, cheios de moscas, mondrongos e brilhantes coisas.
Um passo à frente e ela jogaria o papel no lixeiro, mas não!
Na folha estava escrito um manifesto, um poema ou uma receita de lentilhas com casca de laranja. Um manifesto a favor dos manifestos, dos poemas, das lentilhas e laranjas.
Tudo está nos mercados, nos bairros, ou deveria.
Quanto custa uma dúzia de bananas no Ibura?
E a exposição passa pelas belas galerias fluviais, até o mar...serpenteando entre vi não vi gostei não gostei
De cada lugar se desprende um sem fim de energia, de luz, de criação.
A aranha tece a teia que tece a aranha ( O Capital, TOMO XXI, Cap. 123).
Os barquinhos deslizam nas teias dos rios, sobem e descem a remo.
Nos braços, novos coletivos os impulsionam.
Enquanto isso as torres gêmeas - carinhosamente chamadas de Sandy e Junior pelos neoboêmios- elevam-se no aterro.
E os impertinentes gritam: "Osama nas Alturas" Kabum!
Ela caiu num buraco de pedras portuguesas, que aqui chamamos calçada.
Estava de plataforma de embarque e desembarque.
Ancoramos no porto digital e vamos torcer para uma peça boa no centro Apolo-Hermilo.
Pagando o ingresso.
Depois amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no Pátio de São Pedro e estica até a Várzea,
Bomba do hemetério, Bongi e Alto do Capitão.
E se nossos coletivos fossem para os bairros?
O papel finalmente caiu na lama, desprendendo um sem fim de energia!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Enquanto isso na sala do Magiluth...
Projeto Paralelo - Coletivo Nó - Shakespeare.
O que vc faz com pessoas que dizem que antes de tudo são amigas?
Convida as mesmas para fazer um leitura dramatizada de Shakespeare, claro.
Não? Bem, eu segui este caminho e convidei o Coletivo Nó para esta empreitada.
Gosto de compartilhar meu apreço pelo dramaturgo inglês com outros artistas, desmistificando
qualquer impressão de imensa dificuldade em Shakespeare.
Muitas pessoas dizem isso... como é difícil! É muito complexo! E assim vai.
Quanto à complexidade não tenho dúvidas, mas difícil é aquela desculpa que a gente dá
quando o esforço exigido é um pouquinho maior do que o rotineiro.
Alguém desiste de uma pessoa amada por achar difícil conquistá-la?
Desiste de um sonho? Sim !
E depois é só viver com as escolhas que fez... ou não fez.
Um grande artista tb tem a dimensão de grandes relacionamentos, descobrir, encobrir,
amar, odiar, seduzir... a arte e os grandes artistas tem demônios que só os apaixonados
podem ver, só eles ardem deste fogo.
Que os deuses livrem vcs de alguém que não te cobra nada,
não tem um tiquinho que seja de ciúme. A grande arte é chama.
Vamos deixar o leite para as crianças...
O que vem a ser a amizade? Um cristal belo e fininho que quebra com qualquer coisa?
Que material humano foi este que Shakespeare trabalhou?
Iago, Cordélia, Hamlet não poderiam viver no apartamento do lado?
Todo sentimento, todo humano, carece tb de maturar de crescer,
de abandonar a infância eterna e arder como coisa cheia de encanto,
de luz, de sangue, de sexo e mistério.
Grandes amizades é o que desejo para o Coletivo Nó...
Shakespeare é uma delas. Se fizermos as escolhas certas
possivelmente vamos sair deste processo melhores artistas e mais humanos.
O que não deve ser confundido de maneira alguma com " mocinho" de novela...
eu detesto os bonzinhos de novela, unidimensionais, inverossímeis, chatos.
Ah, mas Ofélia a louca, esta eu poderia amar...
Eu amaria Cordélia e Lady Macbeth e provavelmente iria com Iago
tomar um chopp no central.
São as dimensões humanas profundamente ricas, suas matizes, penumbras,
recônditos, deslumbres, que Shakespeare traduziu em suas obras.
Quanta magia em Próspero, quanta sandice em Lear, quanta grandeza.
Se encontramos dificuldade em Shakespeare e outros como ele, devemos ficar atentos
para saber se a culpa não é dos nossos dias pequenos,
da nossa educação terrível, mediana, de formar operário padrão.
Ninguém deveria ser obrigado a ler Shakespeare, Machado, Guimarães Rosa...
não se pode obrigar quem quer que seja a ter um grande amor.
Aquele que encontrou este amor, encontrou um tesouro... melhor que ele brilhe.
Que tudo seja cobrado do Coletivo Nó... tudo que é humano, afoito, misterioso.
Que lhes seja exigido esforço, beleza e chama.
isto é o mínimo que vc pode fazer por pessoas que se dizem amigas.
Ana Julia, eu não expliquei nada sobre a criança...?
Quem quiser arrisque alguma coisa sobre verdade e verossimilhança.
Não esqueçam da poética de Aristóteles.
Projeto Paralelo é o novo trabalho de Elias Mouret.
O Coletivo Nó foi convidado para fazer uma leitura dramatizada de Shakespeare.
As leituras dramatizadas são uma parceria com o SESC e a Livraria Cultura.
Nós ensaiamos na sala do grupo Magiluth.
Eu agradeço de coração a Rita Marize (Sesc Santa Rita)
a Giordano Castro e demais membros do Magiluth. Evoé!
eliasmouret
O que vc faz com pessoas que dizem que antes de tudo são amigas?
Convida as mesmas para fazer um leitura dramatizada de Shakespeare, claro.
Não? Bem, eu segui este caminho e convidei o Coletivo Nó para esta empreitada.
Gosto de compartilhar meu apreço pelo dramaturgo inglês com outros artistas, desmistificando
qualquer impressão de imensa dificuldade em Shakespeare.
Muitas pessoas dizem isso... como é difícil! É muito complexo! E assim vai.
Quanto à complexidade não tenho dúvidas, mas difícil é aquela desculpa que a gente dá
quando o esforço exigido é um pouquinho maior do que o rotineiro.
Alguém desiste de uma pessoa amada por achar difícil conquistá-la?
Desiste de um sonho? Sim !
E depois é só viver com as escolhas que fez... ou não fez.
Um grande artista tb tem a dimensão de grandes relacionamentos, descobrir, encobrir,
amar, odiar, seduzir... a arte e os grandes artistas tem demônios que só os apaixonados
podem ver, só eles ardem deste fogo.
Que os deuses livrem vcs de alguém que não te cobra nada,
não tem um tiquinho que seja de ciúme. A grande arte é chama.
Vamos deixar o leite para as crianças...
O que vem a ser a amizade? Um cristal belo e fininho que quebra com qualquer coisa?
Que material humano foi este que Shakespeare trabalhou?
Iago, Cordélia, Hamlet não poderiam viver no apartamento do lado?
Todo sentimento, todo humano, carece tb de maturar de crescer,
de abandonar a infância eterna e arder como coisa cheia de encanto,
de luz, de sangue, de sexo e mistério.
Grandes amizades é o que desejo para o Coletivo Nó...
Shakespeare é uma delas. Se fizermos as escolhas certas
possivelmente vamos sair deste processo melhores artistas e mais humanos.
O que não deve ser confundido de maneira alguma com " mocinho" de novela...
eu detesto os bonzinhos de novela, unidimensionais, inverossímeis, chatos.
Ah, mas Ofélia a louca, esta eu poderia amar...
Eu amaria Cordélia e Lady Macbeth e provavelmente iria com Iago
tomar um chopp no central.
São as dimensões humanas profundamente ricas, suas matizes, penumbras,
recônditos, deslumbres, que Shakespeare traduziu em suas obras.
Quanta magia em Próspero, quanta sandice em Lear, quanta grandeza.
Se encontramos dificuldade em Shakespeare e outros como ele, devemos ficar atentos
para saber se a culpa não é dos nossos dias pequenos,
da nossa educação terrível, mediana, de formar operário padrão.
Ninguém deveria ser obrigado a ler Shakespeare, Machado, Guimarães Rosa...
não se pode obrigar quem quer que seja a ter um grande amor.
Aquele que encontrou este amor, encontrou um tesouro... melhor que ele brilhe.
Que tudo seja cobrado do Coletivo Nó... tudo que é humano, afoito, misterioso.
Que lhes seja exigido esforço, beleza e chama.
isto é o mínimo que vc pode fazer por pessoas que se dizem amigas.
Ana Julia, eu não expliquei nada sobre a criança...?
Quem quiser arrisque alguma coisa sobre verdade e verossimilhança.
Não esqueçam da poética de Aristóteles.
Projeto Paralelo é o novo trabalho de Elias Mouret.
O Coletivo Nó foi convidado para fazer uma leitura dramatizada de Shakespeare.
As leituras dramatizadas são uma parceria com o SESC e a Livraria Cultura.
Nós ensaiamos na sala do grupo Magiluth.
Eu agradeço de coração a Rita Marize (Sesc Santa Rita)
a Giordano Castro e demais membros do Magiluth. Evoé!
eliasmouret
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Virada, Queda e Rolamento!
Não tem jeito mesmo! A politica pública de cultura aqui é só "eventos".
O que há de novo na virada cultural?
Um "evento" que já começa imitando uma idéia que veio de outra cidade ( São Paulo)
e que surgiu com este nome como uma resposta aos ataques do PCC ( Primeiro comando da Capital),
que paralisaram Sampa e amedrontaram a população. Não era só virada por ser de um dia para o outro.
Era uma "virada" por cima, uma proposta de elevação da auto-estima das pessoas através da arte.
Claro que sempre se pode argumentar que virou um evento como qualquer outro.
Não duvido.
O que acho impressionante é a irrelevância disto pra Recife.
Este novo evento vai colocar dinheiro no bolso de quem, vai promover a "política" de quem?
Temos que parar com este investimento na cultura que prioriza só eventos e mais eventos...
Se tiver algum economista aí na prefeitura, por favor queira explicar aos gestores de plantão
qual é o resultado de investimentos só em bens de consumo.
Os teatros da prefeitura tem condições técnicas miseráveis. Nenhum deles, Nem o "Dona Lindu"
passam do razoável em questões técnicas. Nós não temos uma rede de espaços culturais nos bairros, bem gerida e com recursos.
Economista, por favor explique tb a diferença entre investimento em bens de consumo e bens de capital...
pode citar a Africa Subsaariana como exemplo.
Não há nada na virada cultural que já não aconteça aqui... o impacto é duvidoso.
Não agrega artisticamente, nem economicamente.
Neste sentido, bem ao contrário, é mais um festival em um mês repleto de festivais.
- Como os bens culturais não são gêneros de primeira necessidade,
como água e comida, as pessoas ( quase sempre o mesmo público),
terão que fazer escolhas que não favorecem o mercado cultural. -
Na verdade está em cima do festival internacional de dança. Não parece lógico que isto só atrapalha a divulgação de todos? Não passou dá hora de repensar este calendário cultural?
Aqui teremos três dias, na sexta viramos, no sábado caimos, no domingo rolamos... e depois vem a novela dos pagamentos.
eliasmouret
O que há de novo na virada cultural?
Um "evento" que já começa imitando uma idéia que veio de outra cidade ( São Paulo)
e que surgiu com este nome como uma resposta aos ataques do PCC ( Primeiro comando da Capital),
que paralisaram Sampa e amedrontaram a população. Não era só virada por ser de um dia para o outro.
Era uma "virada" por cima, uma proposta de elevação da auto-estima das pessoas através da arte.
Claro que sempre se pode argumentar que virou um evento como qualquer outro.
Não duvido.
O que acho impressionante é a irrelevância disto pra Recife.
Este novo evento vai colocar dinheiro no bolso de quem, vai promover a "política" de quem?
Temos que parar com este investimento na cultura que prioriza só eventos e mais eventos...
Se tiver algum economista aí na prefeitura, por favor queira explicar aos gestores de plantão
qual é o resultado de investimentos só em bens de consumo.
Os teatros da prefeitura tem condições técnicas miseráveis. Nenhum deles, Nem o "Dona Lindu"
passam do razoável em questões técnicas. Nós não temos uma rede de espaços culturais nos bairros, bem gerida e com recursos.
Economista, por favor explique tb a diferença entre investimento em bens de consumo e bens de capital...
pode citar a Africa Subsaariana como exemplo.
Não há nada na virada cultural que já não aconteça aqui... o impacto é duvidoso.
Não agrega artisticamente, nem economicamente.
Neste sentido, bem ao contrário, é mais um festival em um mês repleto de festivais.
- Como os bens culturais não são gêneros de primeira necessidade,
como água e comida, as pessoas ( quase sempre o mesmo público),
terão que fazer escolhas que não favorecem o mercado cultural. -
Na verdade está em cima do festival internacional de dança. Não parece lógico que isto só atrapalha a divulgação de todos? Não passou dá hora de repensar este calendário cultural?
Aqui teremos três dias, na sexta viramos, no sábado caimos, no domingo rolamos... e depois vem a novela dos pagamentos.
eliasmouret
domingo, 9 de outubro de 2011
Melancolia !
Pelas manhãs sou melancólico.
Acordo envolto em sonhos passados, nas possibilidades, nas utopias.
Levanto-me pronto para as recordações e aberto as expectativas de uma nova luta...
Não gosto de espreguiçar, isto já é alongamento, atividade, dança e nunca fui bom na dança.
Quando nas festas, prefiro um lugar apenumbrado,
longe dos passistas e das luzes coruscantes.
Gosto de ver as pessoas solares, me apaixono por elas, me encanto, me sinto completo.
Minhas relações ao amanhecer são com o silêncio e as palavras.
Tem elas um movimento que domino mais, que me deixa mais à vontade, que me acorda aos poucos.
Dos sonhos guardo tudo na minha cabeça e assim eles se perdem no correr dos dias,
como nós tb perdemos os dias às vezes.
Perdemos tanto, que nossa luta parece ir de perda em perda... sem perder a ternura.
Ah, sim, quando acordo trago comigo todos os meus sonhos...
Quem nunca reformou o mundo na própria cabeça?
Quem nunca amou firmemente um ideal? Se vc não fez isto ainda, experimente!
Não se pode passar por esta vida sem grandes amores...
sonhe com algo grandioso, sublime, encantador.
Faça por merecer a Melancolia.
Nas utopias, mergulhe pelo menos uma vez por semana,
passe um dia todo neste abraço e durante a noite tome vinho e escute uma boa música.
Tenha tb uma utopia de estimação, alimente-a como se alimentasse um gatinho ou uma serpente libidinosa . Sinta as dores do mundo.
O mundo, sim ele, insistentemente acorda antes de mim, não importa o meu esforço.
Penso que ele trapaceia, que sabe algo que não sei.
Ele revela sorrindo o quanto sou inocente, e deus sabe o quanto preciso de inocência.
Assim, ele me trai, me castiga, mas também me eleva.
Quero com ele ter amizade e com o tempo.
Meu tempo é aquele que eu mais amei, onde pude realizar as possibilidades.
Todos os dias, os meses, os anos, novos projetos, pessoas e olhares.
A mão direita não vê o que faz a esquerda.
Caminhe, com os pés, com olhos, com os dedos, com o sexo... pelas calçadas, estradas, pessoas, palavras. É isto que escuto pela manhã. Uma poesia.
Leia poesias para seu filho, sua criança, quando ela estiver dormindo.
Acorde um pouco antes de quem vc ama e construa um mundo. Não de faz-de-conta, mas que faz e conta.
É bom acordar envolto em coisas, sonhos, pernas. compromissos revelam minha liberdade.
Tenho eu o favor dos deuses, são pessoas solares, me apaixono , me encanto, mas sofro de leve fotofobia, o que é irônico.
eliasmouret
Acordo envolto em sonhos passados, nas possibilidades, nas utopias.
Levanto-me pronto para as recordações e aberto as expectativas de uma nova luta...
Não gosto de espreguiçar, isto já é alongamento, atividade, dança e nunca fui bom na dança.
Quando nas festas, prefiro um lugar apenumbrado,
longe dos passistas e das luzes coruscantes.
Gosto de ver as pessoas solares, me apaixono por elas, me encanto, me sinto completo.
Minhas relações ao amanhecer são com o silêncio e as palavras.
Tem elas um movimento que domino mais, que me deixa mais à vontade, que me acorda aos poucos.
Dos sonhos guardo tudo na minha cabeça e assim eles se perdem no correr dos dias,
como nós tb perdemos os dias às vezes.
Perdemos tanto, que nossa luta parece ir de perda em perda... sem perder a ternura.
Ah, sim, quando acordo trago comigo todos os meus sonhos...
Quem nunca reformou o mundo na própria cabeça?
Quem nunca amou firmemente um ideal? Se vc não fez isto ainda, experimente!
Não se pode passar por esta vida sem grandes amores...
sonhe com algo grandioso, sublime, encantador.
Faça por merecer a Melancolia.
Nas utopias, mergulhe pelo menos uma vez por semana,
passe um dia todo neste abraço e durante a noite tome vinho e escute uma boa música.
Tenha tb uma utopia de estimação, alimente-a como se alimentasse um gatinho ou uma serpente libidinosa . Sinta as dores do mundo.
O mundo, sim ele, insistentemente acorda antes de mim, não importa o meu esforço.
Penso que ele trapaceia, que sabe algo que não sei.
Ele revela sorrindo o quanto sou inocente, e deus sabe o quanto preciso de inocência.
Assim, ele me trai, me castiga, mas também me eleva.
Quero com ele ter amizade e com o tempo.
Meu tempo é aquele que eu mais amei, onde pude realizar as possibilidades.
Todos os dias, os meses, os anos, novos projetos, pessoas e olhares.
A mão direita não vê o que faz a esquerda.
Caminhe, com os pés, com olhos, com os dedos, com o sexo... pelas calçadas, estradas, pessoas, palavras. É isto que escuto pela manhã. Uma poesia.
Leia poesias para seu filho, sua criança, quando ela estiver dormindo.
Acorde um pouco antes de quem vc ama e construa um mundo. Não de faz-de-conta, mas que faz e conta.
É bom acordar envolto em coisas, sonhos, pernas. compromissos revelam minha liberdade.
Tenho eu o favor dos deuses, são pessoas solares, me apaixono , me encanto, mas sofro de leve fotofobia, o que é irônico.
eliasmouret
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Poesia Completa - Volume 1
Algumas poesias do próximo trabalho:
"Meu primeiro animalzinho de estimação
foi um jabuti
ele se chamava Clemente.
Certo dia,
dormi com a porta aberta
e ele fugiu para o mundo.
Isto é o que chamamos perda...
ou talvez,sono profundo."
"Tanta coisa
para lembrar de esquecer
e alguma coisa
para rimar com dor
talvez o amor
e não esquecer
de levar um buquê
e crescer."
"Pelas manhãs
não vejo estrelas
espelhadas no oceano
não vejo brilho
não vejo nada
pois a janela está fechada
fechados estão
meus olhos
meus ouvidos
os sentidos fugiram
estou dormindo
acordo tarde
não vejo o sol a pino
que incendeia
espero a noite
e vejo estrelas
afrodisíacas
como só a noite
sabe ser."
"Ela colocou o banco
em frente à janela
e sentou
ali ficou
até que a janela
apaixonou-se por ela
o banco pela janela
e ela por ninguém
ficou ali
como uma pedra."
" encontros interessados
em ampliar suas indagações
acerca do universo dos conteúdos
que incluem dinâmicas gratuitas
de apoio a pontos de vista
contextualizando as possibilidades
de explorar com arte
a discussão sobre transparências"
"Apresenta-se ao lado do caminho
o caminho inverso
a origem publicamente desconhecida
performance secreta da luz
constantes azuis
estrelas nuas...
Lá onde a vista não alcança
e gira a geografia imaginária do andarilho.
Olhos de miragem nos desertos."
Aqui inicio minha histórica jornada
para me tornar um best seller e ganhar muito dinheiro.
elias mouret


"Meu primeiro animalzinho de estimação
foi um jabuti
ele se chamava Clemente.
Certo dia,
dormi com a porta aberta
e ele fugiu para o mundo.
Isto é o que chamamos perda...
ou talvez,sono profundo."
"Tanta coisa
para lembrar de esquecer
e alguma coisa
para rimar com dor
talvez o amor
e não esquecer
de levar um buquê
e crescer."
"Pelas manhãs
não vejo estrelas
espelhadas no oceano
não vejo brilho
não vejo nada
pois a janela está fechada
fechados estão
meus olhos
meus ouvidos
os sentidos fugiram
estou dormindo
acordo tarde
não vejo o sol a pino
que incendeia
espero a noite
e vejo estrelas
afrodisíacas
como só a noite
sabe ser."
"Ela colocou o banco
em frente à janela
e sentou
ali ficou
até que a janela
apaixonou-se por ela
o banco pela janela
e ela por ninguém
ficou ali
como uma pedra."
" encontros interessados
em ampliar suas indagações
acerca do universo dos conteúdos
que incluem dinâmicas gratuitas
de apoio a pontos de vista
contextualizando as possibilidades
de explorar com arte
a discussão sobre transparências"
"Apresenta-se ao lado do caminho
o caminho inverso
a origem publicamente desconhecida
performance secreta da luz
constantes azuis
estrelas nuas...
Lá onde a vista não alcança
e gira a geografia imaginária do andarilho.
Olhos de miragem nos desertos."
Aqui inicio minha histórica jornada
para me tornar um best seller e ganhar muito dinheiro.
elias mouret


domingo, 14 de agosto de 2011
Prece Árabe.
Achei esta postagem navegando pelos blogs dos amigos, ela me lembrou tempos passados e de alguma forma ajudou na minha reflexão pessoal. Espero que tb para vc seja útil. Eu agradeço a Karina Agra que me deixou postar aqui.
"Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes. Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos. Meu Deus!Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade. Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo. Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória quando bem sucedido, nem desesperado quando sentir o insucesso.Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar
um progresso maior. Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força e que a vingança é prova de fraqueza. Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança. Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. E finalmente Senhor, se eu Te esquecer te rogo, mesmo assim, nunca Te esqueças de mim"
Postado originalmente em:
karinaagra.blogspot.com
"Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes. Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos. Meu Deus!Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade. Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo. Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória quando bem sucedido, nem desesperado quando sentir o insucesso.Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar
um progresso maior. Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força e que a vingança é prova de fraqueza. Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança. Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. E finalmente Senhor, se eu Te esquecer te rogo, mesmo assim, nunca Te esqueças de mim"
Postado originalmente em:
karinaagra.blogspot.com
Sobre Refazendas!
"Refazendas" são textos que já publiquei em outro lugar, mas que me agradam e gostaria de compartilhar novamente. Eles tb são uma desculpa para a pouca inspiração atual, são comentários sobre peças de teatro, são má poesia.
eliasmouret
eliasmouret
Refazenda 5
Terça-feira, Novembro 2
"Grande parte dos homens não pensa sobre a tempestade ao embarcar!"
Hoje celebramos os mortos...
Os cemitérios estão cheios, nós convivemos com a morte.
Neste lugares, erguemos tumbas de diferentes feitios,
de mármore e barro, cercadas de flores e obras de arte.
Os rituais, que alguns equivocadamente pensam perdidos,
nos trazem um alento indefinido e triste.
Há quem prefira queimar o morto e guardar as cinzas...
Alguns enchem o coração de cinzas por toda vida.
Afastar-se dos rituais de despedida,
não desejar sofrer, não encarar as perdas,
é o caminho de muitos hoje.
Penso que é um caminho equivocado,
assim como é também incorreto, estender o luto
indefinidamente.
Muitos usam o sofrimento da perda, como desculpa
para uma vida mergulhada no nada, na covardia.
Podemos sempre justificar nosso comportamento
citando a nossa dor imensa.
Os rituais existem não só para trazer suavidade
aos vivos, mas também para deixar que
os mortos sigam seu caminho.
Tudo acaba, fenece e se afasta.
Algumas coisas completam sua jornada
dentro da própria vida.
Como um amor que julgamos eterno,uma roupa
que gostamos, um ideal que nos tomou a juventude.
Deixar que cada coisa cumpra sua jornada,
que a flor murche, que os amigos sigam viagem,
é um "sintoma" de sabedoria.
No momento em que escrevo,
tenho em mente as pessoas que perdi
para a vida e para a morte.
Quando deixei que seguissem seu rumo,
dei um primeiro passo para ser livre e viver.
Aqui, não há nenhum elogio da indiferença,
do destino fatalista ( em que não acredito),
do abandono da luta.
Ao contrário, é um convite a uma comprensão
de nós mesmos, dos seres, das coisas,
que permita a vida para além das nossas necessidades.
As pessoas não vieram ao mundo para nos fazer felizes.
Também elas, acredito, trazem a sua lanterna
e tem uma existência desligada da nossa.
É uma relação afetiva, um bem querer, um amar
que aproxima o que necessariamente é diverso.
Nosso coração foi tocado por algo, que nos faz
imaginar sermos donos do objeto que desejamos.
É um engano. O amor, sempre liberta, encanta, eleva.
Na morte,não há indgnidade.
No sofrer, no lamento, na tristesa, não há vergonha.
Indigno e vergonhoso, pode ser o nosso comportamento
diante das perdas, e do acabar.
Os pássaros são mais livres no ar...
e quando estão voando, nem por isso
deixamos de pensar que são nosssos.
Coisa triste é uma gaiola e transformar o coração
e a mente em algo similar é doentio.
Vive aquele que liberta o outro,
até também ele ser livre para algo incognoscível.
Amar o mistério e o escondido.
Tomei Sêneca emprestado para escrever este texto
e quero findar com algumas palavras do mesmo:
"Meu discurso, se dirige aos imperfeitos, aos
medíocres e doentes. Não ao sábio...
tem consciência que a vida é algo que lhe foi dado
de empréstimo...
Existe a doença, o cativeiro, a ruína, o fogo.
Nenhuma dessas coisas é surpresa. Eu sabia
em que tumultuosa hospedaria a natureza
me enclausurou...
Grande parte dos homens,
não pensa sobre a tempestade ao embarcar."
* Sêneca - Da tranquilidade da Alma.
eliasmouret
Os cemitérios estão cheios, nós convivemos com a morte.
Neste lugares, erguemos tumbas de diferentes feitios,
de mármore e barro, cercadas de flores e obras de arte.
Os rituais, que alguns equivocadamente pensam perdidos,
nos trazem um alento indefinido e triste.
Há quem prefira queimar o morto e guardar as cinzas...
Alguns enchem o coração de cinzas por toda vida.
Afastar-se dos rituais de despedida,
não desejar sofrer, não encarar as perdas,
é o caminho de muitos hoje.
Penso que é um caminho equivocado,
assim como é também incorreto, estender o luto
indefinidamente.
Muitos usam o sofrimento da perda, como desculpa
para uma vida mergulhada no nada, na covardia.
Podemos sempre justificar nosso comportamento
citando a nossa dor imensa.
Os rituais existem não só para trazer suavidade
aos vivos, mas também para deixar que
os mortos sigam seu caminho.
Tudo acaba, fenece e se afasta.
Algumas coisas completam sua jornada
dentro da própria vida.
Como um amor que julgamos eterno,uma roupa
que gostamos, um ideal que nos tomou a juventude.
Deixar que cada coisa cumpra sua jornada,
que a flor murche, que os amigos sigam viagem,
é um "sintoma" de sabedoria.
No momento em que escrevo,
tenho em mente as pessoas que perdi
para a vida e para a morte.
Quando deixei que seguissem seu rumo,
dei um primeiro passo para ser livre e viver.
Aqui, não há nenhum elogio da indiferença,
do destino fatalista ( em que não acredito),
do abandono da luta.
Ao contrário, é um convite a uma comprensão
de nós mesmos, dos seres, das coisas,
que permita a vida para além das nossas necessidades.
As pessoas não vieram ao mundo para nos fazer felizes.
Também elas, acredito, trazem a sua lanterna
e tem uma existência desligada da nossa.
É uma relação afetiva, um bem querer, um amar
que aproxima o que necessariamente é diverso.
Nosso coração foi tocado por algo, que nos faz
imaginar sermos donos do objeto que desejamos.
É um engano. O amor, sempre liberta, encanta, eleva.
Na morte,não há indgnidade.
No sofrer, no lamento, na tristesa, não há vergonha.
Indigno e vergonhoso, pode ser o nosso comportamento
diante das perdas, e do acabar.
Os pássaros são mais livres no ar...
e quando estão voando, nem por isso
deixamos de pensar que são nosssos.
Coisa triste é uma gaiola e transformar o coração
e a mente em algo similar é doentio.
Vive aquele que liberta o outro,
até também ele ser livre para algo incognoscível.
Amar o mistério e o escondido.
Tomei Sêneca emprestado para escrever este texto
e quero findar com algumas palavras do mesmo:
"Meu discurso, se dirige aos imperfeitos, aos
medíocres e doentes. Não ao sábio...
tem consciência que a vida é algo que lhe foi dado
de empréstimo...
Existe a doença, o cativeiro, a ruína, o fogo.
Nenhuma dessas coisas é surpresa. Eu sabia
em que tumultuosa hospedaria a natureza
me enclausurou...
Grande parte dos homens,
não pensa sobre a tempestade ao embarcar."
* Sêneca - Da tranquilidade da Alma.
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